É Preciso Ressignificar a Gestão

Por muito tempo, os diversos seguimentos da sociedade, lançaram mão do instituto do associativismo, para se fazer representar no corpo soc ial, e assim, poder encaminhar junto ao Poder Público, os pleitos e as demandas de seus representados..

No Brasil, o associativismo encontra respaldo jurídico legal na Constituição Federal de 1988 e em outras tantas legislações, sendo erigido a categoria de direito fundamental, uma vez que, o movimento associativo, nos diversos seguimentos sociais, possui relevantes serviços prestados à população brasileira, tais
quais, a construção conjunta das políticas públicas e a efetivação do controle social, exemplos claros deste contributo. Outrossim, mister se faz refletir a cerca
da solidez e da sustentabilidade do nosso atual modelo de representação social.

Trazendo a discussão para o território povoado pela temática da Pessoa com Deficiência, o que se verifica são Entidades, salvo raras exceções,
com pouco ou nenhuma repre sentação junto as suas bases sociais, são cadastros Nacionais de Pessoas Jurídicas, tão somente, a serviço de particulares, com vistas a usufruir de eventuais benesses
derivadas da ocupação dos espaços de participação social e política, exi stentes País a fora, ficando as questões relacionadas a promoção e a garantia dos direitos da coletividade, relegadas a segundo plano..

De certo que estamos vivenciando um momento de transição, no que concerne ao modelo do movimento associativo brasileiro.
Num passado não tão distante, os grandes fóruns de discussão, reservava-se a poucos, e eram integralmente custeados pelo Poder Público, onde se observava uma verdadeira farra praticada com o dinheiro do contribuinte, perpetrada pelos ditos líderes sociais da época; atualmente, a contra gosto é bem verdade, a tendência do movimento, é pela democratização; a participação social resta horizontalizada na sua essência, os gastos públicos já são mais racionalizados, no entanto, as associações, maj oritariamente, não cumprem mais o seu papel fundamental: o de representar os interesses da coletividade. Quando representam, são os interesses das cúpulas, o chamado “legislar em causa própria”.

Reflitamos pois, sobre o que temos... e sobre o que queremos ter..!

Forte abraço,

Diego França.